Maternidade

É um, é dois… Isso dá certo pra mim.

Sabe aquilo que sua mãe fazia de contar até três pra você obedecer? Eu uso essa técnica com minha filha e tem dado muito certo.

Nesse post vou explicar como eu faço, se der certo pra vocês também, me contem nos comentários.

Eu gosto de usar a contagem porque, de certa forma, dou chance para minha pequena fazer o que é certo por ela mesma. Então ela tem o tempo pra pensar e decidir, se vai obedecer ou vai testar os limites.

Mother and daughter arguing in bedroom at home

Como fazer

No começo você pode falar pra criança que vai contar até três para ela fazer tal coisa, e que se ela não fizer haverá uma consequência, então você diz a consequência que estabeleceu para ela.

Aí começa a contar, eu gosto sempre de colocar o “é” na frente porque dá mais um tempinho né? Tipo: É um, é dois…

Se ela não fizer até o três, você aplica a consequência, que de preferência deve estar ligada com a atitude que ela deveria tomar.

Você sempre deve aplicar a consequência depois do três, senão a técnica nunca vai dar certo. Nada de coração mole, ou uma quarta chance, chegou no três é consequência, sem volta!

As primeiras vezes

Nas primeiras vezes, a criança vai testar para ver se você vai mesmo fazer aquilo que disse, e por isso é tão importante aplicar a consequência sem falha, senão não vai funcionar mesmo!

As crianças são pequenos cientistas, ou seja, obviamente eles vão querer saber se o que você está falando é pra valer ou só mais uma ameaça como todas as outras. E eles não vão testar só uma vez, mas várias, e mesmo depois da técnica já estabelecida.

Portanto, seja consistente, se disse que vai fazer tal coisa, faça todas as vezes que a contagem passar do três, caso contrário, colocará tudo a perder.

Um exemplo

Minha filha está brincando de massinha, e eu disse à ela que ela pode brincar de massinha mas não deve jogá-la no chão para não fazer sujeira.

Ela joga a massinha no chão (de propósito claro, para testar o que você disse), então eu peço com firmeza, sem gritar ou brigar, que ela pegue a massinha. Ela se recusa.

Eu dou duas opções: ou pega a massinha e continua a brincar ou eu vou guardar a massinha e ela não vai brincar mais (essa é a consequência por jogar a massinha no chão e não pegar), e começo a contar.

Se ela pegar a massinha, e normalmente é o que acontece, eu digo muito bem e agradeço, caso contrário, eu pego a massinha do chão e a que está com ela e guardo tudo, como havia dito que faria.

Ela vai chorar, espernear, gritar, mas depois vai acalmar e passar. E na próxima vez respeitará a contagem, se for necessário chegar até esse ponto.

Cuidados necessários

Quero deixar bem claro que nunca vi essa técnica em livro algum, nenhuma recomendação de educadores ou psicólogos, para fazer isso. Trata-se simplesmente de algo que faço com a minha filha de três anos, e que dá certo. Também não sei se funciona com outras idades.

Não devemos usar um tom ameaçador, mas apenas ser firme e paciente, ter noção de que estamos no controle e não precisamos deixar a criança com medo ou assustada, estamos apenas dando tempo para que ela tome sua decisão.

Outro cuidado necessário é não repetir a estratégia toda hora, se ficar contando até três para tudo que seu filho tem que fazer, vai virar um inferno, e a técnica vai perder efeito. Deve ser usada apenas quando realmente necessário. Isso é muito importante!

De mãe para filha

Acredito que essa atitude nem é uma “técnica”, apenas algo que minha mãe (aposto que muitas outras) fazia, só que coloquei mais consistência para que funcionasse melhor, tenho certeza que muitas mães fazem isso instintivamente, simplesmente porque suas mães faziam com elas.

O mais importante disso tudo, mais do que ameaçar, pois não devemos fazer isso como uma ameaça, mas dar a chance para a criança tomar a decisão certa, fazer uma escolha.

Eu sinceramente não sei se é certo fazer isso, como disse, não tenho o aval de nenhum especialista, só sei que com minha filha funciona, então por que não dividir essa experiência com outras mamães, não é mesmo?

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Então é isso, se gostou compartilhe nas redes sociais ou deixe um comentário.

Bjs.

 

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6 comentários em “É um, é dois… Isso dá certo pra mim.

  1. Tenho dois filhos adultos:43 e 33 anos. Desde bebês eu usei esta técnica com eles e sempre dava certo. Até hoje quando um deles faz algo que não gosto… é um… é dois…

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  2. Eu uso essa técnica também é da muito certo! Conto bem devagar para o meu filho poder ter tempo para mudar a atitude kkkk.
    E como vc disse, se ele ver que eu estou blefando ele finge que nem ouve, então eu tenho sempre que cumprir com o que eu digo se ele não obedecer até o 3.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Tão bom encontrar um blog assim como o seu, que não tem sú superficialidades como look do dia, maquiagem , coisas de beleza sei-la…fazia tempo que não encontrava um cantinho assim com um bate papo agradável e ainda com dicas legais. Eu fui criada assim na metodologia do três, do tipo…vou avisar a primeira vez, relembrar a segunda e na terceira a coisa vai pegar heheh.
    Essa do vou contar até três tbm funciona, aqui em casa é assim..bjsssadorei o post

    Curtido por 1 pessoa

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